Tem um momento na vida de uma mulher em que ela ainda não sabe exatamente quem vai ser, mas já sente, com todo o corpo, que está prestes a se encontrar. Manuela estava nesse momento. A barriga grande. Um fim de tarde. As risadas soltas de um casal que esperava com o coração cheio. E no ar, aquela mistura única de antecipação e ternura que só quem já viveu consegue reconhecer.
Agnes ainda não tinha chegado — mas já estava em tudo.
No jeito que Manuela tocava a barriga. No olhar de quem ama antes mesmo de ver. Na leveza de uma tarde que parecia saber o que estava por vir. É exatamente para isso que existem as fotos. Não para guardar o que foi visto, mas para guardar o que foi sentido.
O peso do amor antes mesmo do primeiro abraço.
A beleza de uma história que começou a ser escrita ainda na barriga. Agnes não vai se lembrar desse fim de tarde. Mas um dia, ela vai olhar para essas imagens e vai entender, sem precisar de palavras, o tamanho do amor que a esperava. E isso, nenhuma palavra consegue carregar sozinha. Só a fotografia.



























































